quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

Recusa

Como é possível perder-te
sem nunca te ter achado
nem na polpa dos meus dedos
Se ter formado o afago
sem termos sido a cidade
nem termos rasgado pedras
sem descobrirmos a cor
nem o interior da erva.


Como é possível perder-te
sem nunca te ter achado
minha raiva de ternura
meu ódio de conhecer-te
minha alegria profunda.

Maria Teresa Horta

2 comentários:

Maria disse...

..."minha raiva de ternura
meu ódio de conhecer-te
minha alegria profunda."

É intensa, a MTHorta...

Beijo, Andreia

Mukanda disse...

..."sem descobrirmos a cor..."
Mto intensa mesmo...

Beijo, Maria