sexta-feira, 28 de novembro de 2008
quinta-feira, 27 de novembro de 2008
quarta-feira, 26 de novembro de 2008
Mami e as suas crias...
Se mexe mais, estraga...
Muito, muito bom!
Para que não restem dúvidas, eu sou a mais bonita da foto.
Sim, sim... A da fita na cabeça!
Por amor à Santa...
Quem tirou esta foto devia ser punido!
Está muito boa, de tão má que é.
Tinha que partilhar :)
Muitos beijinhos
Mukanda
Fica sempre um pouco de nós em tudo...nas pessoas, nos lugares, na Vida!
"De tudo ficou um pouco
Do meu medo. Do teu asco.
Dos gritos gagos. Da rosa
ficou um pouco.
Ficou um pouco de luz
captada no chapéu.
Nos olhos do rufião
de ternura ficou um pouco
(muito pouco).
Pouco ficou deste pó
de que teu branco sapato
se cobriu. Ficaram poucas
roupas, poucos véus rotos
pouco, pouco, muito pouco.
Mas de tudo fica um pouco.
Da ponte bombardeada,
de duas folhas de grama,
do maço
― vazio ― de cigarros, ficou um pouco.
Pois de tudo fica um pouco.
Fica um pouco de teu queixo
no queixo de tua filha.
De teu áspero silêncio
um pouco ficou, um pouco
nos muros zangados,
nas folhas, mudas, que sobem.
Ficou um pouco de tudo
no pires de porcelana,
dragão partido, flor branca,
ficou um pouco
de ruga na vossa testa,
retrato.
Se de tudo fica um pouco,
mas por que não ficaria
um pouco de mim? no trem
que leva ao norte, no barco,
nos anúncios de jornal,
um pouco de mim em Londres,
um pouco de mim algures?
na consoante?
no poço?
Um pouco fica oscilando
na embocadura dos rios
e os peixes não o evitam,
um pouco: não está nos livros.
De tudo fica um pouco.
Não muito: de uma torneira
pinga esta gota absurda,
meio sal e meio álcool,
salta esta perna de rã,
este vidro de relógio
partido em mil esperanças,
este pescoço de cisne,este segredo infantil…
De tudo ficou um pouco:
de mim; de ti; de Abelardo.
Cabelo na minha manga,de tudo ficou um pouco;
vento nas orelhas minhas,
simplório arroto, gemido
de víscera inconformada,
e minúsculos artefatos:
campânula, alvéolo, cápsula
de revólver… de aspirina.
De tudo ficou um pouco.
E de tudo fica um pouco.
Oh abre os vidros de loção
e abafa
o insuportável mau cheiro da memória.
Mas de tudo, terrível, fica um pouco,
e sob as ondas ritmadas
e sob as nuvens e os ventos
e sob as pontes e sob os túneis
e sob as labaredas e sob o sarcasmo
e sob a gosma e sob o vômito
e sob o soluço, o cárcere, o esquecido
e sob os espetáculos e sob a morte escarlate
e sob as bibliotecas, os asilos, as igrejas triunfantes
e sob tu mesmo e sob teus pés já duros
e sob os gonzos da família e da classe,
fica sempre um pouco de tudo.
Às vezes um botão. Às vezes um rato."
Carlos Drummond de Andrade
Como de tudo fica um pouco, hoje fica este poema muito bonito...
Besos
Mukanda
terça-feira, 25 de novembro de 2008
Não conheço o autor.
Mas gosto muito “de o Ler”.
Eu ainda sou do tempo…. em que acreditamos no Amor, seja ele de que forma for.
Existem várias formas de amar, apesar de o amor ser um só.
Como tal, partilho com vocês…
É como se as pessoas agora já não se esforçassem para que as coisas funcionem, como se já não fossem persistentes.
Ficamos então com a sensação que somos lenços de papel, que se utilizam apenas uma vez e se deitam fora, e ficamos com saudades do tempo em que ainda se usavam lenços de pano, que se lavavam e voltavam para o nosso bolso.Por isso, ficamos desconfiados.
Achamos que nem vale a pena arriscar conhecer melhor alguém que nos atraia.
Para quê?
Se calhar só está interessado(a) numa relação fortuita, conseguir mais um troféu num quadro de caça, ou simplesmente temos medo de nos apaixonarmos perdidamente e não sermos depois correspondidos.
Às vezes, até arriscamos e depois?
Depois, ficamos insuportavelmente instáveis, vivendo no medo da rejeição e do abandono.
Desconfiamos com pequenos sinais que nada querem dizer ou talvez sim.
Ficamos com ciúmes com pequenos olhares e sinais que nada significam ou talvez sim.
Podemos ficar possessos e verbalizamos, fazemos cenas de ciúmes e amuamos.
Também podemos apenas silenciar e ficamos a ver ou afastamo-nos antes que o abandono seja real.
Precisamos de constantes garantias.
Se o outro silencia, ficamos ansiosos e a magicar o que se passará.
Se não nos liga, ficamos preocupados e pensamos o pior.
Às vezes, ficamos tão melgas que abafamos o outro.
O problema está dentro de cada um de nós e nem tanto na relação com o outro.
Temos que acreditar em nós, no nosso valor, que somos pessoas que valem a pena conhecer!
Temos que confiar nos sentimentos de alguém especial que há-de surgir na nossa vida ou até já existe mas a quem nem damos hipóteses.
Temos que vencer esse medo e mostrar o tesouro escondido do nosso verdadeiro eu.
Porque só o amor cura, porque só o afecto pode preencher o vazio, porque só o carinho pode apaziguar o medo, porque só a paixão nos pode fazer renascer das cinzas.
Dá-te uma oportunidade... a ti e aos outros!
Besos e uma boa noite!
Até amanhã
Mukanda
Só o artista sabe que o mundo é uma criação subjetiva, que é preciso escolher, selecionar. A obra é a concretização, a encarnação do seu mundo interior. Ele espera impor sua visão pessoal, partilhá-la com os outros. Se não atinge esta última finalidade, o verdadeiro artista persiste assim mesmo. Os poucos momentos de comunhão com o mundo valem esse sofrimento, pois finalmente esse mundo foi criado para os outros como um legado, como um dom destinado a eles.
Também escrevemos para aprofundar o nosso conhecimento de vida. Para atrair, encantar e consolar. Escrevemos para acalentar nossos amantes. Para degustar em dobro a vida: no momento preciso e retrospectivamente, na sua lembrança. Escrevemos, como Proust, para tornar as coisas eternas e para nos convencermos de que elas o são. Para podermos transcender nossa vida e alcançarmos o que existe além dela. Escrevemos para aprender a falar com os outros, para testemunhar nossa viagem ao labirinto. Para abrir, expandir nosso mundo quando nos sentimos sufocados, oprimidos ou abandonados. Escrevemos como os pássaros cantam, como os primitivos dançam seus rituais. Se você não respira quando escreve, não grita, não canta, então não escreva porque sua literatura será inútil. Quando não escrevo, meu universo se reduz; sinto-me numa prisão. Perco minha chama, minhas cores. Escrever deve ser uma necessidade, como o mar precisa das tempestades - é a isto que eu chamo de respirar.
- Anais Nin
Mukanda
segunda-feira, 24 de novembro de 2008
sexta-feira, 21 de novembro de 2008
Minha tia linda,Hoje, para ti um beijo grande e um abraço muito apertado.
Está quase a terminar..
Sei que vou/vamos receber um chamada a dizer que correu tudo bem.
A mami está...como se fosse eu ou a mana.
Quem é que aguenta! :)
Aliás, és e serás sempre como uma irmã/filha para todos os teus irmãos e tia/irmã para as tuas sobrinhas.
Um beijo minha tia.
Estamos tão tristinhas hoje, vê lá se nos dás boas noticias rápidamente...
Da tua sobrinha
Andreia Vilarinho
quinta-feira, 20 de novembro de 2008
Caminhar para o desconhecido...Encontraram-se como por acaso naquele dia...
Foram apresentados.
Trocaram as palavras necessárias,
Nada de mais.
4 ou 5 palavras,
2 ou 3 piadas.
Não encontraram os espelhos das almas, nos olhos de cada um.
Não encontraram as cores do toque nas peles suaves.
Não encontraram nada demais.
Encontraram-se por mero acaso, ali… Conheceram-se, e cada um foi para seu lado.
Dias mais tarde…
Encontraram-se novamente.
Perderam-se na magia do encontro, sem o ser.
Perderam-se nas palavras que voaram e nos sorrisos que faltaram.
Perderam-se na conversa e no sentimento desconhecido.
Perderam-se, caminharam...
Perderam-se e gostaram.
Mukanda

Novidades da "minha" Sumo:
Toni e Zézé apelam à reciclagem de pilhas a baterias
2008/11/20
Os actores José Pedro Gomes e António Feio vão encarnar mais uma vez as personagens Toni e Zézé, a emblemática (dupla da treta) no spot publicitário que a Sumo Publicidade acaba de produzir para o recém conquistado cliente Ecopilhas.
«A ideia dos dois actores que aceitámos muito bem, foi proposta pela agência. O humor é uma forma simples e divertida de chamar a atenção das pessoas para a importância da reciclagem de pilhas e baterias», explicou Eurico Cordeiro, director-geral da Ecopilhas.
Este trabalho tem dois anúncios, filmados pela Miss Dolores e realizados por Mário Viães, que têm a particulariade de para além do já tradicional alerta para a reciclagem de pilhas, juntar também à mensagem a sensibilização para a reciclagem de baterias (de computadores, telemóveis, etc.), uma vertente mais esquecida pelas pessoas, como lembrou Eurico Cordeiro.
Com arranque previsto para Dezembro, esta campanha vai estar presente, até ao final de Janeiro, apenas em televisão, tem a direcção criativa de Carlos Abreu. A dupla Daniel Meneses e Fernando Mendes assinam o trabalho.
Como adiantou o responsável da Ecopilhas, em função dos resultados conseguidos e do impacto alcançado, os spots podem voltar ao ecrã durante 2009. O investimento total neste projecto ronda os 400 mil euros.
quarta-feira, 19 de novembro de 2008
terça-feira, 18 de novembro de 2008
segunda-feira, 17 de novembro de 2008
“Há decisões que se tomam e que se lamentam a vida toda e há decisões que se amarga o resto da vida não ter tomado. E há ainda ocasiões em que uma decisão menor, quase banal, acaba por se transformar, por força do destino, numa decisão imensa, que não se buscava mas que vem ter connosco, mudando para sempre os dias que se imaginava ter pela frente. Às vezes, são até estes golpes do destino que se substituem à nossa vontade paralisada, forçando a ruptura que temíamos, quebrando a segurança morta em que habitávamos e abrindo as portas do desconhecido de que fugíamos.”
As amizades não se medem pelo tempo que duram, mas pela intensidade dos sentimentos partilhados e pelo nível de empatia criado.
Mesmo assim, foram 8 anitos de Sumo.
8 anos de amizade.
Boa sorte “meu amor”, hoje, amanhã e sempre, um beijinho e um abraço muito apertado.
Vou ter muitas saudades tuas…
Gosto muito de ti!
Do que depender de mim, a gente vai continuar .... sempre! (Jorge Palma)
Beijo, beijo e mais beijos meu querido Celos.
Andreia Vilarinho Flórido (Também conhecida por Campanha Teaser – “Esta dou-te, publicamente, de graça” :)).
Beijos à nossa Nini, à nossa Lua e ao nosso Manel.
Tee jay amori!
Jantar de despedida - 14/11/2008
sexta-feira, 14 de novembro de 2008

Último Capítulo- Hoje e Amanhã
É já neste fim-de-semana, na Taverna dos Trovadores.
Apareçam!
Brindo aos três com muita admiração e carinho.
Um beijo muito grande.
Tenho aprendido... que não se deve dizer Adeus.
Por isso, RCTrio:
Sem "adeuses" nem "goodbyes"... um grande até jazzzzz.
Besos muy grandes aos três.
Mukanda
quinta-feira, 13 de novembro de 2008
quarta-feira, 12 de novembro de 2008
terça-feira, 11 de novembro de 2008
O meu coração!
Hoje, ontem e sempre!
"Conta a mitologia grega que Tétis mãe de Aquiles, mergulhou o recém-nascido, nas águas do Estige (rio que dava sete voltas no inferno).
Este facto tornou o filho invulnerável, salvo pelo calcanhar que não foi banhado, pois a mãe o segurava por esta parte do corpo.
Aquiles teria sido ferido mortalmente em batalha, por uma flecha envenenada que atingira o seu calcanhar.
Muitas vezes sentirmo-nos donas e senhoras de alguma situação, e no final de uma grande batalha, acabamos por descobrir que também temos o nosso calcanhar de Aquiles, cheguei à conclusão de que o meu, é o coração.
Sob todos os aspectos somos "enfraquecidas" pelas desilusões do coração, quer seja na vida quotidiana, no trabalho ou no amor.
Protegemos sempre este órgão como se corresse risco iminente de ser arrebatado ao nosso peito e feito em pedaços por algum inimigo que irá usá-lo como troféu de sua batalha.
Acabamos então por envolvê-lo num material forte e assim sentimo-nos seguras para prosseguir.
E vamos bem, subindo degraus e conquistando batalhas, pisando em quem estiver pela frente e ao alcance da vista, pois afinal aquele coração que outrora nos fazia sensível ao adversário, hoje tornou-se uma arma poderosa contra eles.
Um coração envolto e fechado pode perfeitamente ser cruel e assim angariar mais e mais conquistas em seu benefício próprio.
E no final de uma trajectória, percebem-se quantos troféus arrecadados durante esta guerra enfrentada ao longo da vida, porém, não há ninguém com quem dividir os louros.
Ficamos sozinhos com o prémio da nossa indiferença.
Ninguém a felicitar, ou a bater copos em sinal de alegria, nada além do que nós e o nosso coração endurecido pela força do couro que o protegeu.
Tenho visto tantas pessoas assim ultimamente, algumas delas sem nenhum coração, sem nenhuma solidariedade, sem nenhuma compaixão.
São muitos vencedores que foram vencidos, pois quando no final e já cansados de conquistas, querem deitar as suas cabeças cansadas num ombro amigo, e percebem que não os tem, e ao tentarem remover a o que envolve o seu ponto frágil, já não podem mais, o material com o tempo funde-se na própria carne deste órgão.
Ganha-se muito pouco, diante do que se perde numa vida, quando nos fechamos ao próximo e consequentemente a nós mesmos.
A maior glória não está no ouro que juntamos e sim nos sorrisos que semeamos ao longo dos nossos dias de passagem por aqui.
Descobri como Aquiles, que também tenho um ponto fraco, e de repente senti-me invadida de imensa felicidade por perceber que o “meu calcanhar”, sangra e chora pelas injustiças que vê, e isso significa que ele foi polido com suave e perfumada camada de amor, carinho e de compreensão.
Provavelmente o que juntarei na vida não será por muitos compreendido ou valorizado, mas que em verdade é o maior tesouro que se pode ter.
Colher os frutos das sementinhas que germinaram cada vez que o coração chorou ao ver na estrada uma criança faminta, um pai desempregado, um velho abandonado."
O meu coração tem o maior prémio que se pode conquistar, ele ama.
Ama com pureza, amizade, sinceridade, lealdade, ...
Hoje tomei uma decisão contrária ao meu coração e ao coração de muitas (os).
Mas tive de a tomar!
O sentimento não terminou, a família não terminou, o "amor" não terminou, a saudade não terminou, a amizade não terminou…
"Amo" e "amarei" sempre, mas por agora terá de ser assim.
O meu coração continua e continuará a ser o mesmo de sempre.
Mas por agora terá que proteger e ser protegido.
Apenas por agora.
O tempo será amigo.
Sou muito ligada às pessoas que gosto.
A separação/afastamento é uma palavra que me dói muito, quando falo de pessoas que fazem parte da minha vida.
Sei que por ser assim, sofro muito!
Eu sei! Mas eu sou mesmo assim!
Infelizmente, há "situações" que são necessárias… desde que explicadas com todo o nosso carinho e amor.
Por agora terá de ser assim.
Besos
Mukanda
a mão e acorrentar uma alma.
E aprendes que amar não significa apoiar-se, e que companhia nem sempre
significa segurança.
E começas a aprender que beijos não são contratos, e presentes não são
promessas. E não importa o quão boa seja uma pessoa, ela vai ferir-te de
vez em quando e precisas perdoá-la por isso.
Aprendes que falar pode aliviar dores emocionais.
Descobres que se leva anos para se construir confiança e apenas segundos
para destruí-la, e que podes fazer coisas num instante, das quais te
arrependerás pelo resto da vida.
Aprendes que verdadeiras amizades continuam a crescer mesmo a longas
distâncias. E o que importa não é o que tu tens na vida, mas quem tens na
vida.
Descobres que as pessoas com quem mais te importas na vida, são tiradas de
ti muito depressa; por isso, sempre devemos deixar as pessoas que amamos
com palavras amorosas; pode ser a última vez que as vemos.
Aprendes que paciência requer muita prática.
Aprendes que quando estás com raiva tens o direito de estar com raiva, mas
isso não dá o direito de seres cruel. Aprendes que nem sempre é suficiente
ser perdoado por alguém. Algumas vezes, tens que aprender a perdoar-te a ti
mesmo.
Aprendes que com a mesma severidade com que julgas, tu serás em algum
momento, condenado. Aprendes que não importa em quantos pedaços teu coração
foi partido, o mundo não pára para que o consertes.
E, finalmente, aprendes que o tempo, não é algo que possa voltar para trás.
Portanto, planta teu jardim e decora tua alma, ao invés de esperar que
alguém te traga flores. E percebes que realmente podes suportar... que
realmente és forte, e que podes ir muito mais longe depois de pensar que
não se pode mais. E que realmente a vida tem valor, e que tu tens valor
diante da vida! E só nos faz perder o bem que poderíamos conquistar, o
medo de tentar!"
William Shakespeare
segunda-feira, 10 de novembro de 2008
Tão fortes, que na maioria das vezes não me permitem levantar da cama.
Mas, graças a Deus, que a de hoje permitiu… mas sinto-me a piorar.
Umas vezes são mais fortes, outras vezes menos. Hoje acordei assim, novamente!
Estou farta de clínicas, de hospitais, de médicos, de exames, de tudo e tudo…O resultado é sempre o mesmo.
Melhoro…mas mais semana, menos semana…e volta tudo ao mesmo.
Estou farta. È uma “doença” que não se vê, apenas se sente.
Mexe com todo o nosso organismo, deita-nos abaixo de uma forma incontrolável. È horrível...
Tratamentos?! Soluções?! Ir controlando, tomando medicação, fazendo tratamentos, fazendo novos exames, mais exames e mais exames…ouvindo novas opiniões…e voltar tudo ao mesmo.
Estou farta, mas não me resta senão “aguentar”.
“Na terra dos sonhos, podes ser quem tu és, ninguém te leva a mal
Na terra dos sonhos toda a gente trata a gente toda por igual
Na terra dos sonhos não há pó nas entrelinhas, ninguém se pode enganar
Abre bem os olhos, escuta bem o coração, se é que queres ir para lá morar”
Refrão da música “Na terra dos sonhos” de Jorge Palma
Encontros e Despedidas
Boa semana...
sexta-feira, 7 de novembro de 2008
Tu mudas de rumo, mas a tempestade de areia vai atrás de ti.
Voltas a mudar de direcção, mas a tempestade persegue-te, seguindo no teu encalço.
Isto acontece uma vez, e outra e outra, como uma especie de dança maldita com a morte ao amanhecer. Porquê?
Porque esta tempestade não é uma coisa que tenha surgido do nada, sem nada a ver contigo. Esta tempestade és tu. Algo que está dentro de ti.
Por isso, só te resta deixares-te levar, mergulhar na tempestade, fechando os olhos e tapando os ouvidos para não deixar entrar a areia e, passo a passo, atravessá-la de uma ponta à outra.
Aqui não há lugar para o sol nem para a lua; a orientação e a noção de tempo são coisas que não fazem sentido.
Existe apenas areia branca e fina, como ossos pulverizados, a rodopiar em direcção ao céu.
É uma tempestade de areia assim que deves imaginar.
E não há maneira de escapar à violência da tempestade, a essa tempestade metafísica, simbólica. Não te iludas: por mais metafísica e simbólica que seja, rasgar-te-á a carne como mil navalhas de barba.
O sangue de muita gente correrá, e o teu juntamente com ele.
Um sangue vermelho, quente.
Ficarás com as mãos cheias de sangue, do teu sangue e do sangue dos outros. E quando a tempestade tiver passado, mal te lembrarás de ter conseguido atravessá-la de ter conseguido sobreviver.
Nem sequer terás a certeza de a tormenta ter realmente chegado ao fim.
Mas uma coisa é certa. Quando saíres da tempestade já não serás a mesma pessoa.
Só assim as tempestades fazem sentido."
Excerto - Kafka à beira-mar
quinta-feira, 6 de novembro de 2008
"A razão porque dói tanto separarmo-nos é porque as nossas almas estão ligadas.Talvez sempre tenham estado e sempre o fiquem.
Talvez tenhamos vivido milhares de vidas antes destas, e em cada uma nos tenhamos reencontrado.
E talvez que em cada uma tenhamos sido separados pelos mesmos motivos.
Isto significa que esta despedida é, ao mesmo tempo ,um adeus pelos últimos 10.000 anos e um prelúdio ao que virá.
Quando olho para ti vejo a tua beleza e graça, e sei que cresceram mais fortes em cada vida que viveste.
E sei que gastei todas as vidas antes desta à tua procura.
Não de alguém como tu, mas de ti porque a tua alma e a minha tem que andar sempre juntas.
E assim, por uma razão que nenhum de nós entende, fomos obrigados a dizer adeus um ao outro.
Adoraria dizer-te que tudo correrá bem para nós, e prometo fazer tudo o que poder para garantir que assim será.
Mas se nunca nos voltarmos a encontrar e se isto for verdadeiramente um adeus, sei que nos veremos ainda noutra vida.
Iremos encontrar-nos de novo, e talvez as estrelas tenham mudado, e nós não apenas nos amemos nesse tempo, mas por todos os tempos que tivemos antes. (...)
Volta. Olha-me mais uma vez, dá-me só mais um abraço, beija-me por um segundo que seja. Sorri-me em toda a nossa cumplicidade, mostra-me de novo esse paraíso no teu olhar.
Enfeitiça-me ainda com esse perfume só teu, queima-me com os arrepios do teu toque.
Faz-me rir, faz-me chorar, faz-me querer partir e não ir. Agarra-me, só para me largares no instante seguinte. Ri-te, chora - mas ri-te e chora comigo.
Traz-me de novo sonhos pintados no céu, dá-me só mais uma vez a lua daquela noite, regressa para um único amanhecer apenas.
Odeia-me, ama-me; permite-me amar-te, odiar-te, sentir todo um turbilhão demente de emoções.
Ignora-me, ouve-me, desaparece e chama-me. Traz-me essa tua voz tímida só mais uma vez. Esquece-me, não me ames... mas volta. Volta.
Um ritual que se repete diariamente no lar de idosos onde ambos vivem agora.
Pouco a pouco, ela deixa-se envolver pela magia da presença dele, do que ele lhe lê, pela ternura dele…
E o milagre acontece. A paixão renasce, transpõe o abismo do tempo, o abismo da memória, e por instantes ela volta para ele… apesar da doença.
Mas haverá mais. Todos os dias, ele lê-lhe a história de um simples rapaz sulista e de uma rapariga destinada a brilhar na high society.
A primeira paixão, clara como uma manhã orvalhada de maravilha e descoberta.
Afastados depois pela impiedosa exigência do abismo que os separa.
Catorze anos mais tarde, ele é um sobrevivente da guerra e ela está a poucos dias de tornar-se a mulher de um outro homem.
Mas volta por uma necessidade impiedosa de o rever. O reencontro traz de novo toda a magia. Terá o amor poder suficiente, desta vez?
Baseado no romance best-seller de Nicholas Sparks, «O Diário da Nossa Paixão» é uma história sobre oportunidades perdidas, amadurecimento e a força de um amor eterno.
Génio da publicidade apoia Obama
Sucedem-se os apoios notáveis à candidatura de Barack Obama. Desta vez, foi o realizador de videoclips e publicidade, Charlie Stone, entrar na lista de apoiantes do candidato democrata.
Stone poderá não ser muito conhecido do público, mas foi ele quem deu início a uma das campanhas mais brilhantes e mais premiadas da história da publicidade. Tratou-se da série de anúncios denominada Wassup, para a marca de cerveja Budweiser. Os filmes, que originalmente retratavam divertidas cenas de camaradagem entre amigos, rapidamente se transformaram num alucinante fenómeno de media, levando à multiplicação de novos episódios e, sobretudo, à difusão global pela Internet não só dos filmes publicitários verdadeiros, como de milhares de versões criadas por anónimos. Todos elas podem, ainda hoje, ser vistas no You Tube.
Oito anos depois, o realizador Charlie Stone apresentou o Wassup 2008. O vídeo repete a ideia original, com os mesmos actores, mas mostra a vida daquele grupo de amigos, oito anos e dois mandatos de George W. Bush depois. No final, a mensagem é a de que, apesar do desespero, há uma esperança: Barack Obama. Veja os dois vídeos.
quarta-feira, 5 de novembro de 2008
terça-feira, 4 de novembro de 2008
Este é para ti!
Obrigada, pelo fim de semana fantástico que passamos.
Normalmente os momentos melhores da vida, são aqueles pelos os quais não estamos à espera.
Tal como este fim-de-semana.
Foi fantástico.
Gosto muito de ti minha querida.
Viste o pormenor da música?!
Agora chama-me quota, que tu apanhas! :)
O nosso fotógrafo preferido, também terá a sua surpresa...
Beso my grande meu amor.
Mukanda
Albert nunca recuperou a ausência física de Marta. Mas guardou os silêncios e reconstruiu-os. Em cada silêncio da sua vida, falava com ela – como fazia dantes, deitado ao seu lado, falando em silêncio, numa nudez absoluta, sem segredos nem medos. Porque nada é mais íntimo e mais indestrutível do que o silêncio partilhado. O silêncio fica porque nunca mente, porque é tão íntimo que não pode ser representado, é tão envolvente que não pode ser rasgado.Conheço bem Albert e Marta sei o quanto se amam em silêncio e à distância e não sei dizer como acabará a sua história. Ele destrói-se, ela defende-se. Cada um deles faz por desejar ou fingir desejar a salvação própria, mas, acima de tudo, teme a salvação do outro. O silêncio é o que lhes resta, o que os une, uma finíssima película de tempo suspenso, para além da qual não há nada mais do que a escuridão dos abismos. E, por isso, nenhum deles ousa qualquer palavra, qualquer gesto, qualquer coisa que possa romper esse ténue fio que os prende à eternidade.
É uma história triste e sem fim feliz à vista. Conto-a, porque me parece que ela encerra uma lição útil: nunca devemos amar em silêncio, nada é mais perigoso do que dividir com outrem os pensamentos vividos em silêncio.
Este texto foi publicado em 1927.
segunda-feira, 3 de novembro de 2008
“Quando te sentires perdida, confusa, pensa nas árvores, lembra-te da forma como crescem. Lembra-te de que uma árvore com muita ramagem e poucas raízes é derrubada à primeira rajada de vento, e de que a linfa custa a correr numa árvore com muitas raizes e pouca ramagem. As raizes e os ramos devem crescer de igual modo, deves estar nas coisas e sobre as coisas, só assim poderás dar sombra e abrigo, só assim, na estação apropriada, poderás cobrir-te de flores e de frutos. E quando à tua frente se abrirem muitas estradas e não souberes a que hás-de escolher, não metas por uma ao acaso, senta-te e espera. Respira com a mesma profundidade confiante com que respiraste no dia em que vieste ao mundo, e sem deixares que nada te distraia, espera a volta a esperar. Fica quieta, em silêncio, e ouve o teu coração. Quando ele te falar, levanta-te, e vai para onde ele te levar” Susanna Tamaro - “Vai aonde te leva o coração”.










