Deixa ficar comigo a madrugada,para que a luz do Sol me não constranja. Numa taça de sombra estilhaçada, deita sumo de lua e de laranja.
Arranja uma pianola, um disco, um posto, onde eu ouça o estertor de uma gaivota... Crepite, em derredor, o mar de Agosto... E o outro cheiro, o teu, à minha volta!
Depois, podes partir. Só te aconselho que acendas, para tudo ser perfeito, à cabeceira a luz do teu joelho, entre os lençóis o lume do teu peito...
Podes partir. De nada mais preciso para a minha ilusão do Paraíso.
Há dias e dias....Há dias que sabem a pouco, Há tardes que deviam ser intermináveis, Há noites que não deviam ter fim. Há dias que nos deviam ser possível apagar. Há horas que não deviam passar. Há coisas que não deviam acabar. Há dias em que olhamos para trás com a ternura num olho e o desencanto noutro. Há dias em que não temos a certeza do que queremos. Há dias em que temos a certeza do que não queremos. Há dias em que o futuro passa por nós à velocidade da luz. Há dias em que o passado se senta à nossa frente e teima em ficar. Há dias em que é simultaneamente cedo e tarde demais. Há dias que, sendo iguais a tantos outros, são diferentes e únicos. Há dias em que uma nova eu parece surgir. Até que ponto nos conhecemos bem? Como reagiríamos a uma situação limite? Há dias.... Em que temos presente a estranha que existe em nós. Há outros dias que não. Há dias felizes. Há dias menos felizes. Hoje é mais um dia! O que nos guardará o dia de hoje?! O melhor da vida, É que todos os dias são diferentes. Não há dias iguais. Devemos sempre "beber" de todas as experiências que vivemos, Com elas aprender e crescer. Até no pior dia, Devemos sempre tirar, o que de melhor o dia nos ofereceu. Um dia de cada vez. Porque a vida não pára A vida é tão rara Todos queremos o mesmo, Apenas ser FELIZES. Um bom dia! Uma boa semana! Uma excelente consoada! Um Feliz Natal! Citando o nosso, querido e saudoso, Rául Sonaldo: «Façam o favor de ser FELIZES» Deixo-vos um beijinho e um grande abraço natalício. Até já Andreia Vilarinho Flórido
Plena mulher, maçã carnal, lua quente, espesso aroma de algas, lodo e luz pisados, que obscura claridade se abre entre tuas colunas? Que antiga noite o homem toca com seus sentidos?
Ai, amar é uma viagem com água e com estrelas, com ar opresso e bruscas tempestades de farinha: amar é um combate de relâmpagos e dois corpos por um só mel derrotados.
Beijo a beijo percorro teu pequeno infinito, tuas margens, teus rios, teus povoados pequenos, e o fogo genital transformado em delícia
corre pelos ténues caminhos do sangue até precipitar-se como um cravo nocturno, até ser e não ser senão na sombra um raio.
Não sei se é amor que tens, ou amor que finges, O que me dás. Dás-mo. Tanto me basta. Já que o não sou por tempo, Seja eu jovem por erro. Pouco os deuses nos dão, e o pouco é falso. Porém, se o dão, falso que seja, a dádiva É verdadeira. Aceito, Cerro olhos: é bastante. Que mais quero?
Como é possível perder-te sem nunca te ter achado nem na polpa dos meus dedos Se ter formado o afago sem termos sido a cidade nem termos rasgado pedras sem descobrirmos a cor nem o interior da erva.
Como é possível perder-te sem nunca te ter achado minha raiva de ternura meu ódio de conhecer-te minha alegria profunda.
"Encontro-me na ponte e estou uma vez mais no centro de Paris, nossa velha Patria. A água flui, tu no teu leite e eu lanço meu coração ao Rio, mergulho e amo-te..." por Kurt Tucholsky
Vou "contar" a minha história para Paris ... nas margens do Rio Sena. Vou "brincar" com o Pateta e o Pluto ... na Eurodisney. Vou lá ... e volto já! Boa semana!
Sou pela Família, Pela Amizade, Pela Verdade, Sou Leal. Sou Refilona, Sou Rebelde, E sou Teimosa também. Sou pelo Amor, Pelo Carinho, Sou A Independente, E A Dependente também. Sou pela Atenção, Sou pelo Afecto, Pelos Valores, Pelos Princípios, Pela Educação também. Sou Cúmplice, Sou Divertida, Extrovertida, E descontraída também. Sou quem sou! Apenas EU!
Respiro o teu corpo: sabe a lua-de-água ao amanhecer, sabe a cal molhada, sabe a luz mordida, sabe a brisa nua, ao sangue dos rios, sabe a rosa louca, ao cair da noite sabe a pedra amarga, sabe à minha boca.
Eu queria ser o Mar de altivo porte Que ri e canta a vastidão imensa! Eu queria ser a pedra que não pensa, A pedra do caminho, rude e forte! Eu queria ser o Sol, a luz intensa, O bem do que é humilde e não tem sorte! Eu queria ser a árvore, tosca e densa Que ri do mundo vão e até da morte! Mas o mar também chora de tristeza... As árvores, também, como quem reza, Abrem aos céus os braços, como um crente! E o Sol altivo e forte, ao fim de um dia, Tem lágrimas de sangue na agonia! E as pedras... essas... pisa-as toda a gente!