Trazia consigo a graça
das fontes, quando anoitece.
Era o corpo como um rio
em sereno desafio
com as margens, quando desce.
Andava como quem passa,
sem ter medo de parar.
Ervas nasciam dos passos,
cresciam troncos dos braços
quando os erguia no ar....
Sorria como quem dança.
E desfolhava ao dançar
o corpo, que lhe tremia
num ritmo que ela sabia
que as deusas devem usar.
E seguia o seu caminho,
porque era uma deusa que passava.
Alheia a tudo o que via,
enleada na melodia
de uma flauta que tocava.
"Estou certo que o autor (Eugénio de Andrade) falava de ti, minha querida amiga"
OBRIGADA PAULINHO!
Muitos beijinhos.
Dez chamamentos ao amigo
Há 1 semana

Sem comentários:
Enviar um comentário