sexta-feira, 20 de novembro de 2009

O TEMPO PASSA À FLOR DUM VIDRO

O tempo passa à flor dum vidro
transparente de angústias, de alegrias,
desfeito em silêncios, em ausências.

Só nos sustenta a frescura lhana
das manhãs, a brisa apolínea dos estios,
porque buscamos a nudez, a despojada luz
o sonho rupestre persistente das origens.

Vieira Calado

2 comentários:

Pedro Branco disse...

Corrente de mim, o tempo, canta
Grita-me o sangue e eu nem sou cantor...
Corrente, assim, um rio, manta
De me aquecer em pedaços de amor

Corrente de mim, o tempo, ama
Inquieta-me os versos e eu nem sou amante
Corrente, assim, mesmo poeta que inflama
O tempo, esse, que vai sempre mais adiante

Corrente de mim, o tempo, mãe
Aleita-me a pele e eu nem sou semente
Corrente, assim, como quem se alimenta também
No encontro brutal das sõlidões de toda a gente

Beijo, Andreia.

Mukanda disse...

Lindo,Pedro!
Lindo!
Muito obrigada.

Beijo

Andreia Vilarinho Flórido