Carinho, admiração, cumplicidade, amizade,..., amor... Uni-os para sempre... Fosse qual fosse o destino de cada um!
"Acordava todos os dias, a procurá-lo na almofada, as mãos a tocarem o espaço para lhe fazer o carinho habitual. Esquecia-se. Como num ritual, esquecia-se todos os dias, e o frio do lençol era a resposta. O mesmo se passava pela casa, pelos dias que corriam e ela sempre num estado de semi-inconsciência, que outra coisa se podia chamar àquela incapacidade de aceitar que ele já ali não estava? Quando caminhava na rua, pensava naquelas conversas que mantinham ao longo dos anos,pontuadas pelo pormenor de cada um acabar as frases do outro. Mas,perante os outros, mantinha a postura, embora a névoa que lhe cobria o rosto fosse indisfarçável, tentava que ninguém tivesse pena dela e, principalmente, que ninguém referisse o nome dele. Ele que já não fazia parte da sua vida era grande demais para conversas de circunstância.... E, assim, mantinha-se viva, vivendo com a ausência, numa dor que continha uma força tenaz de ignorar a realidade. O amor não morre. E quem o disser não sabe do que fala."

2 comentários:
Eu diria de outra maneira: há amores que não morrem. E há outros amores que surgem nas nossas vidas. Amores diferentes, outras formas de amar, mas amores.
É nossa obrigação vivê-los, guardando os amores já vividos no nosso coração...
Beijo, Mukanda
Como eu concordo contigo Maria...mesmo!
Beijo grande
Até já
Mukanda
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