sexta-feira, 28 de março de 2008

Terminar o livro, virar a página, ou ambos?!

Há pequenos pormenores que parecem ser eternos, mas nunca são!
Nada é eterno!
Nem a alegria,
Nem a tristeza,
Nem a felicidade,
Nem a dor,
Nem o amor,
Nem os desamores,
Nem a família,
Nem os amigos.
Nada é eterno....
Porque a vida também não é.
Por mais que saibamos disto,
nunca estamos preparados para ouvi-lo,
Para senti-lo.
Quando somos bebés
Devia-nos ser introduzido, no corpo,
Um chip qualquer,
Para nos “minimizar” as dores,
Sentidas ao longo da vida.
Se é que isso existe?!
Formas de minimizar as dores.
Nada acontece por acaso,
Diz o povo!
Digo eu!
Mas, nós também contribuímos para isso.
A morte é a única dor,
maior e certa que temos na vida.
Todas as outras, podem ser minimizadas.
Depende de nós.
Mas, para que isso aconteça:
Temos de estar em paz,
Temos de perceber qual o rumo que queremos seguir,
Temos de perceber o que realmente é importante na vida,
Temos de parar!
Para perceber,
Para sentir.
Só assim fará sentido.
Para nós e para quem gosta de nós.
“Temos que virar a página”.
Talvez virar a página,
não seja a expressão mais adequada?!
Talvez a expressão mais adequada seja,
“Temos de terminar o livro”
Que no inicio foi lindo
mas que se tornou “maçudo”
Com o passar dos tempos.
Porque nada é perfeito
Nem mesmo os livros!
Temos que estar preparados,
para ler outro livro,
O próximo será melhor de certeza.
Mesmo que os personagens sejam os mesmos!
Porque no próximo livro,
Já temos a certeza
do que gostamos
e do que não gostamos de ler.
Penso, que o que mais
Nos custa muitas vezes,
É assumir, de uma, vez por todas que
Não vale a pena
continuar a ler o livro
Este, já não nos trará nada de novo
Será sempre mais do mesmo.
Talvez por culpa nossa, ou não?!
Talvez, porque tenha ficado esquecido
Em cima da mesa de cabeceira.
E naquele momento fazia todo o sentido lê-lo.
E agora já não.?!
Talvez seja a história do livro,
Que foi bonita, mas que mudou.
O próximo, será melhor de certeza.
Mesmo que os personagens sejam os mesmos!
Porque não há duas histórias iguais.

Besos
Mukanda

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