quarta-feira, 21 de novembro de 2007

Tira a mão do queixo, não penses mais nisso
O que lá vai já deu o que tinha a dar
Quem ganhou, ganhou e usou-se disso
Quem perdeu há-de ter mais cartas para dar


E enquanto alguns fazem figura
Outros sucumbem à batota
Chega aonde tu quiseres
Mas goza bem a tua rota


Enquanto houver estrada para andar
A gente vai continuar
Enquanto houver estrada para andar


Enquanto houver ventos e mar

A gente não vai parar
Enquanto houver ventos e mar


Todos nós pagamos por tudo o que usamos
O sistema é antigo e não poupa ninguém, não
Somos todos escravos do que precisamos
Reduz as necessidades se queres passar bem


Que a dependência é uma besta
Que dá cabo do desejo

E a liberdade é uma maluca
Que sabe quanto vale um beijo


Enquanto houver estrada para andar
A gente vai continuar
Enquanto houver estrada para andar


Enquanto houver ventos e mar
A gente não vai parar
Enquanto houver ventos e mar


Enquanto houver estrada para andar
A gente vai continuar
Enquanto houver estrada para andar


Enquanto houver ventos e mar
A gente não vai parar
Enquanto houver ventos e mar


A gente vai Continuar

Por Jorge Palma


Besos Mukanda


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